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Utilizando o Visual Studio Code para desenvolver com TypeScript

No meu post anterior (JavaScript e TypeScript – Breve histórico, definição e primeiros passos), falei sobre os primeiros passos para um desenvolvedor que está iniciando com o desenvolvimento client-side utilizando JavaScript, suas dificuldades quando o projeto começa a crescer e um pouco do TypeScript, uma linguagem que a Microsoft criou para tentar solucionar alguns problemas que desenvolvedores enfrentam em projetos que utilizam essa linguagem.

Antes de entrar nos detalhes específicos das linguagens – coisas que abordarei em posts futuros – gostaria de ressaltar o editor de códigos Visual Studio Code.

Muitos desenvolvedores Web tinham (ou ainda tem) um certo preconceito com tecnologias Microsoft. Muitos que conheço, nem sequer tentaram utilizar o Visual Studio Code para formar uma opinião sobre o produto. A semelhança do nome com a IDE completa (que ainda existe e é um produto completamente diferente) criou uma certa barreira.

Quando conseguimos passar essa barreira inicial e mostramos as vantagens de se utilizar o Visual Studio Code no dia-a-dia eles ficam encantados e imediatamente consideram a trocar as ferramentas que utilizavam antes pelo Code (apelido carinhoso :)).

Se você ainda não utilizou, recomendo que testem a ferramenta. Dentre as vantagens que a ferramenta oferece, posso citar algumas:

  • Intellisense aprimorado, inclusive para códigos C#;
  • Multiplataforma, ou seja, roda no Mac, Windows ou Linux.
  • Debugging direto da ferramenta
  • GIT integrado
  • Diversos plugins para melhorar ainda mais a experiência
  • Leve! Muito LEVE!

Voltando ao objetivo do post, mostrar as vantagens do Code para o desenvolvimento de códigos TypeScript, vou apresentar como começar a escrever suas primeiras linhas de código.

Instalando o TypeScript

Como eu disse no outro post, TypeScript utiliza-se de um Transpiler (compilador de código-fonte para código-fonte) para transformar o código que você está escrevendo em JavaScript. Você precisa instalá-lo.

A maneira mais simples de fazer isso é instalar o NPM (Node Package Manager) e utilizá-lo para instalar o TypeScript para você. Para instalar o NPM, e o Node JS, utilize esse link https://nodejs.org/en/download/.

Após instalado, abra um terminal e rode o seguinte comando:

npm install -g typescript

Após a instalação, se tudo der certo, você poderá checar a versão do TypeScript instalada, rodando o seguinte comando:

tsc –version

Esse procedimento mostra como instalar o TypeScript globalmente em sua máquina. Entretanto, em um cenário real de projeto, você pode instalar o TypeScript projeto a projeto e evitar interferências e conflitos de versões de um projeto para outro. Para fazer isso, só remover o -g do comando de instalação acima e o TypeScript será instalado na pasta do seu projeto (pasta atual).

Primeiros passos com o VS Code

Após instalar o VS Code, abra-o.

Eu gosto de criar um atalho para poder iniciar o code a partir de um terminal. O mais legal é que o Code já vem com uma opção pronta para fazer isso por você. Para ativar, digite CTRL+SHIFT+P ou CMD+SHIFT+P se estiver no Mac para abrir as ações do Code e escolha a opção Shell Command: Install ‘Code’ command in PATH.

Após isso, você poderá iniciar o code em qualquer lugar através do terminal rodando o comando “code .”, que abrirá o Code na pasta atual.

Com o Code aberto, vou criar um arquivo TypeScript para iniciarmos.

Como vocês podem ver, o visual é bem clean e na barra de ferramentas (em azul, na parte de baixo) existem algumas informações úteis sobre o arquivo.

Comece a programar!

Notem que o Intellisense, recurso que auxilia mostrando os detalhes do código é muito útil.

Notem que inclusive os tipos das propriedades são apresentadas.

E se eu tentar atribuir uma string a uma variável do tipo numérica, o VS Code alerta que isso não é possível.

 

Configurando o projeto para TypeScript

Em um projeto do tipo TypeScript, é necessário criar na raiz do projeto um arquivo chamado tsconfig.json. Esse arquivo será utilizado pelo Transpiler para gerar o código JavaScript de acordo com os parâmetros definidos nele.

Até nisso o VS Code nos auxilia bastante. Primeiro crie um arquivo e atribua o nome tsconfig.json.

Ao digitar { } e depois abrir as aspas (“) o VS Code mostra todas as opções possíveis para esse tipo de arquivo.

Para esse primeiro momento, utilizaremos da seguinte forma:

{
    "compilerOptions": {
        "target": "es5",
        "module": "commonjs",
        "sourceMap": true
    }
}

Após isso, voltei ao meu arquivo Test.ts e adicionei uma funcionalidade apenas para demonstrar a conversão do código TypeScript para JavaScript e podermos rodar o código no browser. Ele ficou assim:

Para gerar o código JavaScript, abra o terminal e rode o seguinte comando

tsc test.ts

Se tudo deu certo, você verá que um novo arquivo foi gerado na mesma pasta, mas com a extensão .js.

Ao abrir o arquivo gerado, você verá o resultado em JavaScript:

Esse código está pronto para ser rodado no browser. Se você abrir o console do Chrome e rodar o código lá, verá que ele funcionará.

 

Idle Session Timeout – SharePoint Online e OneDrive

Olá SharePointers, 

No dia 06 de novembro de 2017 (como preview), uma nova feature chegará ao Office 365: Idle Sessions Timeout.

Com esse novo recurso, será possível para o administrador configurar um limite de tempo para a inatividade da sessão e, ao atingir esse valor, o usuário será notificado e depois o logoff acontecerá automaticamente.

Dessa forma, quem utilizar a sua conta para logar em uma máquina de terceiros terá uma “camada extra” de proteção.

 

AtençãoSe você marcar a opção “Mantenha logado” ao fazer o login, esse novo recurso não funcionará. Entretanto, a Microsoft está implementando uma camada de inteligência nesse recurso e se ela detectar que é um computador compartilhado ou de alto risco, esse checkbox “Mantenha logado” nem aparecerá para o usuário.

 

 

Para mais informações, veja o post do Bill Baer falando sobre o assunto: https://techcommunity.microsoft.com/t5/SharePoint-Blog/Introducing-Idle-Session-Timeout-in-SharePoint-and-OneDrive/ba-p/119208

 

Abraços!

Microsoft Ignite 2017 – Novidades no SharePoint

Olá SharePointers,

Para quem está presente ou está acompanhando como pode o evento Ignite 2017, está vendo todo o burburinho gerado pelo anúncio do novo SharePoint 2019, que chegará no final de 2018.

Esse lançamento contrariou muita gente, principalmente, porquê a estratégia com o SharePoint 2016 era lançar apenas features-pack e não um big release. 

Algumas features anunciadas para essa nova versão:

  • Agora você poderá colocar pesquisas criadas pelo Microsoft Forms diretamente nas páginas
  • File Previewer web part, com suporte a mais de 270 tipos de arquivos
  • Webpart – Visualizador de arquivos 3D

Além disso, a vertical de intranet ganhará vários recursos novos e melhorias em alguns existentes:

  • Site de comunicações – novas webparts, layouts;
  • Páginas de notícias
  • Melhoria no card de pessoas (diretório de pessoas) – Com a aquisição do LinkedIn pela Microsoft, mais informações sobre o usuário serão disponibilizadas nessa feature

 

Alguns destaques

Uma das coisas que merecem o lugar de destaque nesse post é o novo recurso HUB SITES. Com esse recurso, você cria no top-level site a navegação, look and feel, conteúdo e todos os sites que estão conectados automaticamente herdam isso do pai. Sem esforço nenhum. Fantástico!!

Outro recurso interessante é que parece que o SharePoint “aprendeu” a trabalhar com listas grandes. Para começar, a paginação foi “removida”. Agora, o SharePoint utilizará o conceito de infinite scroll. Ou seja, quando você chegar ao fim da página, mais conteúdo será mostrado. Quero muito testar esse item e ver como as APIs se comportam com listas grandes. Vamos aguardar! 🙂

 

Referências

Para saber mais sobre o que foi anunciado, veja:

https://techcommunity.microsoft.com/t5/SharePoint-Blog/Connecting-the-modern-workplace-with-SharePoint-and-OneDrive/ba-p/110399

https://collab365.community/sharepoint-2019-announced-complete-round-ignite/

 

Abraços!

Site Mailboxes – deprecated

Olá SharePointers,

Com o lançamento do SharePoint 2013, um dos recursos que foi anunciado foi o Site Mailbox. 

Esse recurso, Site Mailbox, permitia aos administradores do site configurarem um e-mail compartilhado que pode ser utilizado pelos usuários do site para ajudar na colaboração, compartilhamento de informações úteis àquele público específico.

Se você não conhecia o recurso, pode saber mais aqui:

https://support.office.com/en-us/article/Use-a-site-mailbox-to-collaborate-and-coordinate-team-email-57e361eb-39ef-400e-92de-f6408dab6b2b

 

Com a criação dos grupos do Office 365 (https://support.office.com/en-us/article/Learn-about-Office-365-Groups-b565caa1-5c40-40ef-9915-60fdb2d97fa2) e com a baixa adesão de usuários ao Site Mailbox, a Microsoft decidiu descontinuá-la.

Em Março de 2017 a Microsoft anunciou que descontinuaria esse recurso e em Agosto de 2017 ele foi descontinuado efetivamente. Atualmente, você não conseguirá mais ativar esse recurso e logo mais o suporte total a ele será descontinuado. Se você o utiliza, fique atento!

 

Referência:

https://techcommunity.microsoft.com/t5/SharePoint-Blog/Deprecation-of-Site-Mailboxes/ba-p/93028 

 

Grande abraço!

Microsoft MVP 4.0

Olá SharePointers,

Hoje chegou o prêmio referente ao meu quarto ano como MVP de Office Servers and Services.

Esse é bem especial pois é assinado pelo Satya Nadella, o novo CEO da Empresa, que está fazendo um trabalho fantástico no novo posicionamento e visão da empresa.

É uma honra poder estar ao lado de seletos profissionais por mais um ano!

Muito obrigado Microsoft!

Novos limites de tamanho da URL no SharePoint e OneDrive

Olá SharePointers,

A Microsoft alterou o limite (MAXPATH) de urls no SharePoint Online e no OneDrive.

O novo valor passou de 256 caracteres unicode para 400.

Esse limite é contabilizado em URLs “não-encodadas” e, entra para a conta os seguintes parâmetros:

URL = protocol + server name + folder or file path + folder or file path + parameters

Para explicar essa fórmula, podemos utilizar a url de exemplo abaixo:

http://www.contoso.com/sites/marketing/documents/Shared%20Documents/Promotion/Some%20File.xlsx

Onde, os itens são:

Protocolo http://
Server name www.contoso.com/
Folder or file path sites/marketing/documents/Shared%20Documents/Promotion/
File name Some%20File.xlsx

Referência: https://techcommunity.microsoft.com/t5/SharePoint-Blog/New-MAXPATH-limits-in-SharePoint-and-OneDrive/ba-p/68273

Abraços!

SharePoint 2016 – Beta 2 está disponível

Olá SharePointers,

A Microsoft anunciou o lançamento do nova versão beta do SharePoint 2016, a beta 2.

Para quem quiser fazer o download, é só clicar nesse link: http://www.microsoft.com/en-us/download/details.aspx?id=49961.

 

Principais Novidades

 

Recurso Descrição
Links duráveis Quando você renomeia ou move um documento, ele mantém o link
Fast SiteCollection creation Através do PowerShell é possível criar um site collection de forma mais rápida, onde o SharePoint evita fazer vários roundtrips para o SQL. Mais informações: https://technet.microsoft.com/en-us/library/mt346121(v=office.16).aspx#FSCC 
Preview de imagens e vídeos em biblioteca de documentos  
Suporte a arquivos grandes Agora você pode fazer o download/upload de arquivos maiores que 2 GB

Entre outros recursos… Para acessar a lista de tudo o que está incluído nessa versão, clique nesse link: https://technet.microsoft.com/en-us/library/mt346121(v=office.16).aspx

 

Recursos deprecados 

Assim como vários recursos foram adicionados nessa versão, alguns foram considerados deprecados. Entre eles:

Recurso Descrição
SharePoint Foundation SharePoint 2016 não tem a versão foundation (que estava – e ainda continua – disponível para as versões anteriores do produto)
Standalone Install Agora você precisa instalar uma versão do SQL Server antes de instalar o SharePoint
FIM (Forefront Identity Manager) Client As versões antigas do SharePoint utilizavam o FIM Client para sincronização de diretório. Agora, o método para isso é Active Directory Import.
Excel Services Excel services agora é parte do Excel Online
Tags e Notas Usuários não podem criar ou acessar tags e notas.
STSADM Incluso para compatibilidade.

Para acessar a lista completa, clique nesse link: https://technet.microsoft.com/EN-US/library/mt346112(v=office.16).aspx

 

Venha comemorar o Lançamento do Visual Studio 2015

Olá SharePointers,

Em 20 de julho, iremos celebrar a última release do Visual Studio 2015!

Convidamos a todos a aprender sobre as novas features e tecnologias que acompanharão a nova versão. Você poderá interagir na sessão ao vivo, participar da sessão de perguntas e respostas com o time de engenharia, além de se aprofundar em detalhes técnicos, em mais de 60 sessões on-demand. Para acessar, clique aqui.

Teremos também a oportunidade de ver o time de Visual Studio criando uma solução fim-a-fim em um projeto open-source, alavancando as mais novas ferramentas e tecnologias. Veja como eles lidam com os mais diferentes cenários e tire suas dúvidas.

Participe do lançamento no dia 20 de julho, clicando aqui. Não é necessário fazer o registro, apenas acesse a URL no dia 20 de Julho, a partir das 12h30 (horário de Brasília). Siga @visualstudio e acompanhe as novidades.

 

Compartilhe conosco a sua experiência usando a hashtag #visualstudiortm

“Novo” Posicionamento da Microsoft e Projeto Oxford

Olá SharePointers,

Recentemente, a Microsoft tem adotado uma postura bem diferente como empresa. Quem assistiu o Keynote do Build USA, pode notar um destaque que a Empresa estava dando por ser reconhecida como “Legal”, novamente, o bordão era “Microsoft is cool again”. É fácil encontrar na Internet referências e artigos sobre isso, destaco esse: http://www.businessinsider.com/suddenly-microsoft-is-cool-again-2013-2. E olha que esse texto é de 2013!!

O que isso significa na prática? Vemos um esforço contínuo da Microsoft em mudar alguns paradigmas, criar produtos inovadores (Hololens, Continuum, etc.), investir nos produtos existentes para que o público final não apenas “tenha” que utilizar os seus produtos, mas que todos queiram fazer isso. E queremos muito!

Os produtos estão cada vez mais integrados (o que sempre achei uma grande sacada da Microsoft, sua plataforma funciona muito bem integrada), fáceis de usar, em alguns casos podemos criar ambientes complexos com alguns cliques em um Wizard.

O que mais me surpreendeu, ou onde talvez tenha caído a ficha, foi ao final do Ignite, um cliente americano que é fanático por tecnologias Java, núvem na Amazon e coisas do tipo, me falar que a Microsoft tinha feito um grande trabalho. Que ele deixou o evento decidido a utilizar a plataforma da Microsoft e deixar a abordagem que estava tentando fazer manualmente de lado. Fiquei sem palavras!

Build Tour SP

Aliás, não precisamos ir muito longe… O Build Tour que ela fez essa semana foi fantástico. A ideia de fazer um evento dentro de um estádio de futebol foi fantástica. Um dia de evento dentro do badalado Allianz Parque (e olha que sou São Paulino :D) com o objetivo de mostrar alguns highlights do Build San Francisco. Vejam essa reportagem da Info: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/2015/05/querendo-ser-legal-novamente-microsoft-faz-primeira-edicao-da-build-no-brasil.shtml

Uma das coisas que nos foi mostrado no evento foi como o Azure Machine Learning está interessante e muito fácil de utilizar. É incrível como podemos deixar nossa aplicação inteligente, utilizando-se de complexos algorítmos de forma tão simples e rápida.

Projeto Oxford

Uma coisa que me chamou a atenção é o Projeto Oxford (http://www.projectoxford.ai). É um projeto de Machine Learning com APIs complexas disponibilizadas gratuitamente para qualquer pessoa testar. Eu fiz alguns testes com a API e logo mais postarei alguns artigos sobre o “HOW-TO”.

Essa API compreende:

  • Detecção de Face
  • Reconhecimento de Voz
  • Visão Computacional
  • Processamento de Linguagem Natural

Para quem quiser dar uma olhada no SDK, acesse o link aqui: http://www.projectoxford.ai/sdk

Um dos exemplos mostrados no evento é você enviar uma imagem e a API consegue dizer a categoria da imagem baseada nos elementos que estão na foto, por exemplo: Se a foto tem um cachorro, a API retornará ANIMALS – DOG.

A aplicabilidade disso é fantástica.

Além disso, você poderá criar a sua própria rede neural e treiná-la da forma que melhor convém para a sua necessidade de negócio. Leia mais sobre isso em: http://azure.microsoft.com/en-us/services/machine-learning/

 

Enfim, cada vez mais tenho mais orgulho de poder ser um influenciador de uma empresa como a Microsoft 😀